{"id":724,"date":"2012-10-06T18:08:41","date_gmt":"2012-10-06T21:08:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.shibarimania.com\/testi\/?page_id=724"},"modified":"2018-02-22T18:41:33","modified_gmt":"2018-02-22T21:41:33","slug":"que-es-shibari-kinbaku","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.kinbakumania.com\/pt\/que-es-shibari-kinbaku\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 Shibari \/ Kinbaku?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">Muitos tentaram definir esses conceitos. Em primeiro lugar, a palavra &#8220;shibari&#8221; <span style=\"font-family: 'MS Mincho';\">\u7e1b \u308a<\/span> vem da tradu\u00e7\u00e3o do verbo &#8220;atar&#8221; em japon\u00eas. Este verbo \u00e9 usado em situa\u00e7\u00f5es do cotidiano que nada t\u00eam a ver com quest\u00f5es SM ou er\u00f3ticas. Qualquer coisa que tenha a ver com cordas (nawa <span style=\"font-family: 'MS Mincho'font-size;\">\u7e04<\/span>) e ataduras (shibari) t\u00eam uma forte coloca\u00e7\u00e3o na cultura japonesa que envolve sua hist\u00f3ria, religi\u00e3o, teatro tradicional, suas artes marciais e at\u00e9 seu particular e profundo sentido de honra e do sagrado. Esta mesma palavra usada no contexto SM, poderia ser tomado como sin\u00f4nimo da palavra &#8220;Kinbaku&#8221; <span style=\"font-family: 'MS Mincho';\">\u7dca \u7e1b<\/span>, embora n\u00e3o seja o mesmo atar os sapatos (Shibari <span style=\"font-family: 'MS Mincho'font-size;\">\u7e1b \u308a<\/span>), a experi\u00eancia de atar algu\u00e9m a fim de causar diferentes e particulares sentimentos, tais como o prazer ou a vergonha.<\/span><\/p>\n<p><a style=\"font-size: 16px; font-weight: bold;\" href=\"http:\/\/www.kinbakumania.com\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/P1040192copy-copy1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-883 alignleft\" title=\"Hishis on Tsubaki's dorei \" src=\"http:\/\/www.kinbakumania.com\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/P1040192copy-copy1-300x225.jpg\" alt=\"Hishis on Tsubaki's dorei \" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.kinbakumania.com\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/P1040192copy-copy1-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.kinbakumania.com\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/P1040192copy-copy1.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"mceTemp\">\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.kinbakumania.com\/pt\/2011-04-imperdible-entrevista-entre-dos-grandes-del-shibari\"><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">Akechi Denki<\/span><span style=\"font-family: 'MS Mincho' font-size;\"> \u660e\u667a \u4f1d \u9b3c <\/span><\/a><\/strong><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">disse: &#8220;&#8230; \u00c9 a comunica\u00e7\u00e3o entre duas pessoas utilizando a corda como meio. \u00c9 uma conex\u00e3o estabelecida com uma corda entre os cora\u00e7\u00f5es de duas pessoas. Assim, que a corda deve abra\u00e7ar com amor, como os bra\u00e7os de uma m\u00e3e abra\u00e7ando seu filho &#8230;&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\"><strong>Yukimura Haruki (<span style=\"font-family: 'MS Mincho';\">\u96ea\u6751 \u6625\u6a39<\/span>)<\/strong> Sensei diz no livro &#8220;The Beauty of Kinbaku&#8221;: &#8220;. &#8230; O shibari n\u00e3o trata sobre saber fazer essa ou aquela atadura, mas sobre a forma como a corda \u00e9 utilizada para comunicar emo\u00e7\u00f5es&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\"><strong>Osada Steve <span style=\"font-family: 'MS Mincho';\">\u9577 \u7530 \u30b9 \u30c6 \u30a3 \u30fc \u30d6<\/span><\/strong> expressa <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.kinbakumania.com\/2012-05-una-entrevista-con-osada-steve-%E9%95%B7%E7%94%B0%E3%82%B9%E3%83%86%E3%82%A3%E3%83%BC%E3%83%96\">aqui:<\/a><\/strong><\/span> &#8220;&#8230; Na minha linha de trabalho costumo fazer uma distin\u00e7\u00e3o clara entre Shibari e Kinbaku. Pode-se dizer que levei oito anos para ter uma id\u00e9ia sobre Shibari, e vou por meu terceiro ano de tentar decifrar os mist\u00e9rios de Kinbaku. De qualquer forma, se n\u00e3o fosse pela oportunidade fortuita e \u00fanica dada a mim quando <strong>Osada Eikichi Sensei<\/strong> (<span style=\"font-family: 'MS Mincho' font-size;\">\u9577 \u7530\u82f1\u5409<\/span>) decidiu me aceitar como seu disc\u00edpulo, ainda estaria atando mulheres sem saber o que estava fazendo. Em minhas sess\u00f5es em StudioSIX, posso levar o tempo necess\u00e1rio para desenvolver uma conex\u00e3o com a modelo e, assim, alcan\u00e7ar uma troca emocional que transcende os meros aspectos t\u00e9cnicos das ataduras. Todas as outras atividades como shows ao vivo e quase todos os trabalhos em v\u00eddeo, eu descreveria como Shibari. Shibari para mim, \u00e9 o simples fato de amarrar em um estilo japon\u00eas com uma linha est\u00e9tica japonesa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">Para que uma sess\u00e3o de cordas possa se qualificar como Kinbaku, \u00e9 preciso ter empatia com a mulher e tocar sua alma. Mais uma vez, para o olhar de ne\u00f3fitos ou aqueles que n\u00e3o trabalham em ambiente profissional, ser\u00e1 muito dif\u00edcil identificar a diferen\u00e7a. Mas \u00e9 essa a maneira que eu vejo. Para evitar mal-entendidos, n\u00e3o estou me referindo aos efeitos \u00f3bvios que as cordas podem causar em uma pessoa que gosta de ser atada, o que pode ser chamado de sub space (subespa\u00e7o) de cordas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">E quando perguntado: <strong>&#8220;Que diferen\u00e7a existe entre Kinbaku Japon\u00eas e bondage ocidental?&#8221;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\"><strong>Osada Steve <span style=\"font-family: 'MS Mincho';\">\u9577 \u7530 \u30b9 \u30c6 \u30a3 \u30fc \u30d6<\/span><\/strong> diz <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.kinbakumania.com\/en\/2012-05-una-entrevista-con-osada-steve-%E9%95%B7%E7%94%B0%E3%82%B9%E3%83%86%E3%82%A3%E3%83%BC%E3%83%96\">aqui<\/a><\/strong><\/span>: &#8220;Acho que a diferen\u00e7a \u00e9 em grande parte devido a quest\u00f5es culturais. Como Master &#8220;K&#8221; explicou muito bem em seu \u00faltimo livro, os japoneses t\u00eam utilizado cordas por centenas de anos. Este tornou-se finalmente quase uma obsess\u00e3o em alguns setores da sociedade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">[<span style=\"text-decoration: underline;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.kinbakumania.com\/en\/2012-05-una-entrevista-con-osada-steve-%E9%95%B7%E7%94%B0%E3%82%B9%E3%83%86%E3%82%A3%E3%83%BC%E3%83%96\">Aqui diz &#8230;<\/a><\/strong><\/span>] Em outras palavras, uma atadura de estilo japon\u00eas, far\u00e1 que tanto o japon\u00eas que olha como o japon\u00eas atado, invoquem emo\u00e7\u00f5es muito especiais que s\u00e3o radicalmente distintas as que poderiam surgir a qualquer ocidental. Um bom exemplo s\u00e3o as express\u00f5es faciais que se obt\u00e9m de uma mulher japonesa atada. Muitas dessas express\u00f5es surgem naturalmente, outras s\u00e3o invocadas atrav\u00e9s de uma r\u00e1pida manipula\u00e7\u00e3o ou um dom\u00ednio inteligente de Bakushi. N\u00e3o \u00e9 de admirar, ent\u00e3o, que uma atadura estilo japon\u00eas tendo sido analisada por um ocidental e aplicada a uma mulher ocidental causar\u00e1 rea\u00e7\u00f5es completamente diferentes (tanto em suas express\u00f5es faciais como corporais). Quando se olha para esta cena, vem um sentimento \u00edntimo de que algo n\u00e3o est\u00e1 certo. Aos olhos de um ocidental a parte vis\u00edvel da atadura poder\u00e1 parecer &#8220;bastante japonesa&#8221;, mas a ess\u00eancia sutil que surge naturalmente do estilo japon\u00eas estar\u00e1 ausente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">Agora, se a sua pergunta diz respeito \u00e0s diferen\u00e7as entre Shibaki \/ Kinbaku (que \u00e9 japon\u00eas) e o bondage ocidental, eu preciso primeiro fazer um breve esclarecimento. Por um lado, eu acredito que os ocidentais aplicam ataduras como um meio para restringir, sem se importar com a maneira de atar em si (nem o processo total), e sim o que podem fazer logo com a pessoa atada. De qualquer forma, as ataduras devem principalmente nos divertir. Assim, enquanto ambos os protagonistas estejam passando bem, est\u00e3o livres para atar a maneira que gostam &#8230; &#8220;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">&#8220;[<span style=\"text-decoration: underline;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.kinbakumania.com\/en\/2012-10-entrevista-a-osada-steve-%E9%95%B7%E7%94%B0%E3%82%B9%E3%83%86%E3%82%A3%E3%83%BC%E3%83%96-parte-ii-por-kabukijoe\">Al\u00e9m disso<\/a><\/strong><\/span>], o que eu n\u00e3o gosto s\u00e3o os ocidentais que classificam suas ataduras como&#8221; Shibari &#8220;, quando na verdade o que eles est\u00e3o fazendo \u00e9 desconstruir o modo em que uma atadura japonesa foi realizada, para tentar recriar apenas a apar\u00eancia final, se inspirando na est\u00e9tica japonesa sem levar em conta o processo como um todo.<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">Do meu ponto de vista:<\/span><\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">algu\u00e9m que nunca esteve no Jap\u00e3o,<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">algu\u00e9m que nunca estudou diretamente sob um verdadeiro praticante de Shibari japon\u00eas (ou seja, de quem se pode comprovar e tra\u00e7ar a linhagem de uma das dinastias de Shibari no Jap\u00e3o)<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">algu\u00e9m que tenha tido o seu conhecimento a partir de imagens na Internet, <\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">ou de v\u00eddeos porn\u00f4 \/ SM japoneses,<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">ou por assistir um workshop (ou aula) de ataduras que foram marcados incorretamente como &#8220;Oficina de Shibari&#8221;;<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\"> Esta pessoa deveria descrever suas ataduras usando apenas palavras em sua pr\u00f3pria l\u00edngua, e talvez mencionar que teve alguma &#8220;inspira\u00e7\u00e3o japonesa&#8221; (fazendo \u00eanfase na palavra inspira\u00e7\u00e3o).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">[&#8230;] \u00c9 muito triste o caminho que est\u00e1 tomando a arte de Shibari no mundo ocidental. Pessoas (sem estudos comprovados) que se rotulam a si mesmas como Nawashi e prop\u00f5e &#8220;oficinas de Shibari&#8221;, acabam ensinando n\u00f3s de marinheiros ou de macram\u00e9 (que erroneamente denominam com terminologia japonesa). Tudo isso, do meu ponto de vista, \u00e9 um sacril\u00e9gio, para n\u00e3o mencionar que eles tamb\u00e9m est\u00e3o sendo rid\u00edculos. &#8220;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: medium;\">Para concluir, eu apresento o v\u00eddeo promocional do livro de <strong><a href=\"http:\/\/www.thebeautyofkinbaku.com\/\">Mestre &#8220;K&#8221;, The Beauty of Kinbaku<\/a><\/strong>, no qual se explica por imagens, a vis\u00e3o do autor do que \u00e9 Shibari \/ Kinbaku.<\/span><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KU7-21gb68o?rel=0&amp;showinfo=0\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<\/div>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Muitos tentaram definir esses conceitos. Em primeiro lugar, a palavra &#8220;shibari&#8221; \u7e1b \u308a vem da tradu\u00e7\u00e3o do verbo &#8220;atar&#8221; em japon\u00eas. 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